Homilia na Solenidade da Imaculada Conceição 2008 - Comentários - Rádio - Imaculada Conceição 2008

Comentários - Rádio - Imaculada Conceição 2008

Entrada: Maria é a principal figura do Advento, que a Igreja contempla. Modelo perfeito do acolhimento fecundo da Palavra e da espera ansiosa do Messias, Maria revela-se para a Igreja sinal do tempo novo e mulher da pura graça. Não é só como Filha de um Povo que Maria espera o Messias. É também como Mãe de Deus, que Ele espera o Filho. Neste Advento, Maria aparece-nos, Mulher grávida, Mãe em expectação, verdadeira «Mãe da espera». Ela «está de esperanças», para usar uma expressão tão antiga e tão bela. Como diz a Liturgia, «Ela esperou com inefável amor» o Messias Prometido. Esperou-o e, pela sua santidade de vida, alcançou-o. Vivendo «sem pecado nem motivo algum de censura», ela «apressou a vinda do dia de Deus».

Neste dia de festa, queremos agradecer ao Senhor o grande sinal da sua bondade, que nos concedeu em Maria, sua Mãe e Mãe da Igreja. Queremos pedir-lhe que ponha Maria no nosso caminho, como luz que nos ajuda a tornar-nos também nós luz e a levar esta luz pelas noites da história!

Antes da 1ª leitura: No momento preciso do pecado, Deus anuncia uma boa nova de salvação; adivinha-se para Maria, Nova Eva, um papel singular.

Antes da 2ª leitura: Uma típica leitura de advento: esperamos os novos céus e a nova terra!

Antes do Evangelho: O sim de Deus e o sim da Mulher. Uma história nova começa.

Depois da Homilia:

Ao ofertório: Maria introduz-nos no espírito do ofertório. Toda ela se entrega a uma causa que a ultrapassa. Toda ela é puro acolhimento do dom, receptividade pura da graça. No momento em que a Igreja se entrega com Cristo ao Pai, Maria afigura-se como modelo de dádiva generosa.

À Comunhão: Diz o Papa a concluir a sua encíclica sobre a esperança: “Com um hino do século VIII/IX, portanto com mais de mil anos, a Igreja saúda Maria, a Mãe de Deus, como «estrela do mar»: A vida humana é um caminho. Rumo a qual meta? Como achamos o itinerário a seguir? A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas da nossa vida são as pessoas que souberam viver com rectidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por excelência, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia. E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela de esperança? Ela que, pelo seu «sim», abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo”.

Final: Deus preparou uma digna morada para o seu Filho. Maria, cheia de graça, é um testemunho da gratuidade do amor de Deus, que ama primeiro e vai à frente. Seja este o estímulo para uma caminhada feliz ao encontro do Senhor.

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